Cada clássico brasileiro acontece num lugar de verdade: uma esquina, um morro, uma ilha, um engenho. Aqui você lê o trecho no lugar onde ele se passa, vê como era e como está hoje, e leva uma pergunta para a sala de aula.
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Rio de Janeiro
Do tempo do rei ao subúrbio da Central: a cidade que Machado, Alencar e Lima Barreto andaram a pé.
Bahia
Do engenho do Recôncavo ao sertão de Canudos, passando pelo casario de Salvador.
Paraná
Do porto de Paranaguá ao planalto de Curitiba, subindo a serra de trem entre os pinheiros.
Minas Gerais
Do recado de Marília em Vila Rica aos profetas de Congonhas e ao fundo de uma mina de ouro.
São Paulo
Do porto do café em Santos às cidades mortas do Vale do Paraíba e ao viaduto de ferro do Anhangabaú.
Ceará
Dos verdes mares de Iracema, no Mucuripe e na lagoa da Porangaba, à seca de Luzia-Homem em Sobral.
Pernambuco
O engenho Massangana de Minha Formação, de Joaquim Nabuco.
Maranhão
A São Luís de O Mulato, de Aluísio Azevedo, e a terra das palmeiras de Gonçalves Dias.
Rio Grande do Sul
Os contos gauchescos de Simões Lopes Neto, entre Pelotas e o pampa.
Por que só domínio público?
No Brasil, a obra de um autor fica livre 70 anos depois da morte dele, contados a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. Por isso o mapa traz autores como Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Lima Barreto e Euclides da Cunha: os textos podem ser lidos, copiados e levados para a escola sem custo.