Mapa afetivo da literatura
O Brasil de cada livro
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Desenho ilustrativo, fora de escala
Lugar 2 · 1919

Uma cidade morta do Vale

Cidades Mortas, Monteiro Lobato

Areias, no Vale do Paraíbalocal aproximado
Ali tudo foi, nada é. Não se conjugam verbos no presente. Tudo é pretérito. Um grupo de cidades moribundas arrastam um viver decrépito, gasto em chorar na mesquinhez de hoje as saudosas grandezas de outrora.

Texto que abre o livro, conferido na 3ª edição (1921). Lobato não diz o nome da cidade: fala do “chamado Norte” de São Paulo, o Vale do Paraíba. No fim, um isolador de louça esquecido num poste parece uma ave branca.

Então

No século XIX, as fazendas de café do Vale do Paraíba fizeram fortunas. Quando a terra se cansou, o café foi para o oeste paulista e deixou casarões vazios. Lobato viu isso de perto: foi promotor público em Areias de 1907 a 1911.

Hoje

Areias continua pequena, com menos de 4 mil moradores, e ainda guarda casarões e fazendas do tempo do café.

Para conversar em sala

Lobato diz que o progresso no Brasil é “nômade”: chega, esgota a terra e vai embora. Você conhece algum lugar que viveu isso?

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