Santuário de Congonhas
O Seminarista, Bernardo Guimarães
Sobe-se ao adro da capela por uma escadaria de dois lances flanqueados de um e outro lado pelos vultos majestosos dos profetas da antiga lei, talhados em gesso, e de tamanho um pouco maior do que o natural. É sabido, que essas estátuas são obra de um escultor maneta, ou aleijado da mão direita, o qual, para trabalhar, era mister que lhe atassem ao punho os instrumentos.
Conferido na edição de 1875. Logo depois, o narrador acha as estátuas toscas e mal proporcionadas. E erra o material: os profetas são de pedra-sabão, não de gesso.
Então
Eugênio é mandado pelo pai ao seminário de Congonhas para ser padre, longe de Margarida, a menina com quem cresceu. O seminário ficava ao lado do santuário, que recebia romeiros de toda a província pedindo cura ao Bom Jesus.
Hoje
O santuário é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1985. Os doze profetas de pedra-sabão são de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, hoje contado entre os maiores artistas do barroco.
Para conversar em sala
O narrador acha as estátuas toscas, cheias de defeitos. Hoje elas são vistas como obras-primas. Por que o olhar sobre uma obra de arte muda com o tempo?